Esse final de semana fomos a Exposição de cães do Kennel Club de Goiais, lá em Goiania. Resolvi ir, apesar da falta de preparo, mais pra passar um final de semana divertido com os amigos do que qualquer outra coisa.
Fomos eu e o Ronny com o Renê, Joana com a sua Cocker inglês, Tatou, e a Thaís com a Ártemis e o Bjorn. Todos nós ficamos na casa da Tula, acompanhados da sua mãe e do Bial. Foi super divertido, ri horrores.
Base de comando na casa da Tula
Ainda estava bem receosa de que o Renê fosse ter medo, latir e rosnar pra juiz, coisa e tals... Que nada! No sábado ele estava super tranquilo no ambiente e no domingo, se comportou bem ao ser tocado pelo juiz. Claro que não era a atividade favorita dele, mas se comportou!
Renê sendo avaliado! Quem diria hein?
Eu apresentando ele que foi terrível, mas a gente vai aprendendo né? :) Além do que, Renê ficou todo piriquito querendo cheirar e brincar com os outro papillons que não prestava atenção em mim. Se comportou de maneira totalmente oposta ao que achei que se comportaria.
E, como sempre, é muito gostoso rever o Dárson, criador do Renê, e seus cães!
Pré-pista de Papillons, muitas coisas fofas e rebolantes pra pouca mesa.
Foi um final de semana muito gosto, espero repetir a dose em breve!
Renê e sua família de borboletas. Estava se sentindo muito a vontade. :)
Acho que esse é o melhor conselho que alguem pode dar a uma pessoa procurando um companheiro de 4 patas.
Me lembrei que quando procurei o Dárson para adquirir um Papillon sofri altos "terrorismos" rsrs...
Pra cada coisa boa que ele falava da raça, ele falava 3 ruins. Coisas como: "Você tem que limpar o tártaro todos os anos, e papillon é sensível à anestesia, ai tem que usar a mais cara que é R$300,00"
E sites sobre papillons, de criadores que admiro e respeito, resaltavam sempre mais as características ruins do que as boas, como o excesso de latidos, a dificuldade de treinamento de higiene, fragilidade (Não recomendado para o convívio com crianças e cães de porte grande), etc...
Então, criador de respeito não precisa vender os filhotes, porque só pela sua criação de qualidade eles já se vendem. Fazem um favor enorme a raça botando muita ênfase nas suas características negativas, e não só no que a raça tem de bom.
Uma visão muito bacana sobre o que é o agility, o que é essa "coisa" que faz a gente acordar sábado de manhã mais cedo do que acordamos em dia de semana, esquecer da fome e do cansaço, só lembrando deles depois que o treino termina?
Por Fabiano Estigarribia, do site http://www.agility.esp.br
“There is a real magic in enthusiasm. It spells the difference between mediocrity and accomplishment.” ~ Norman Vincent Peale - (Há uma mágica no entusiasmo. É a diferença entre mediocridadee a realização. )
Sábado passado fomos para a chácara do Pablo, treinar lá já que não teria treino no CTD.
Vídeos da Ártemis e do Renê.
Reparem no Bjorn, cãozinho novo da Thais, correndo atrás da Ártemis e fazendo um ótimo trabalho de distração!
Já comentei que amo 2x2? Tentei achar um vídeo antigo do slalom da ártemis pra fazer o comparativo, mas não achei. A melhor definição é "trator a 280km/h", ela ia muito rápido, errava entrava, pulava casinha no meio e saia toda feliz, voltava no automático e fazia tudo de novo. Uma figura xD
"Brick walls are there to stop people who don't want "it" hardly enought" - Randy Pausch (Obstáculos existem para que parem àqueles que não querem o suficiente)
Thais e Bjorn
Pra quem ainda não viu, recomendo "The last lecture". É grande mas vale cada minuto. (Quem quiser, também, tenho uma versão legendada, só pedir que mando :))
As aulas da faculdade, principalmente as menos "exatas" e mais "humanas" do meu curso sempre me trazem reflexões.
Hoje na aula um colega estava apresentando um seminário e em um dado momento falou sobre uma das teorias de como as coisas vivas se "comportam". Ele explicou um pouco sobre a criatura popperiana, onde o ser vivo, ao se deparar com uma situação, representa essa situação em sua mente e imagina a melhor solução comportamental para aquilo.
A primeira coisas que me veio a mente com isso foi: Como que essa percepção, que muitas vezes é limitada, pode muitas vezes fazer com que nos comportemos de forma não ideal.
Claro que pensar e planejar é algo extremamente importante em um plano de treinamento, mas se nosso conhecimentos são limitados, se nos limitamos a conhecer apenas uma teoria e não as outras porque a primeira "sempre funcionou", esse pensar e planejar é algo limitante, algo amarrado à nossa percepção.
E, citando Susan Garrett:
"The limits of our own perception do not define life's infinite possibilities."
É o título do vídeo feito pela zsianz1, no youtube.
O vídeo foi feito com vários clipes de diferentes cães se comportando bem, todos treinados com clicker.
"Nothing can stop the person with the right mental attitude from achieving their goal and nothing can help the person with the wrong mental attitude" - Thomas Jefferson
Aqui vão os vídeos dos meus peludos no treino passado.
É muito fácil perder o Renê de vista, então sigo minha filosofia de que o cachorro é mais capaz do que eu, vamo ensinar ele direitinho a ir pra minha mão certa do que ficar contado com as minhas capacidade de chamar e corrigir.
A léia foi treino de slalon, 2x2 (Amo!), tentando induzir ela a entrar pelo lado errado e (Não está no vídeo) a entrar na segunda casa pelo lado certo. Fiz isso da maneira que mostra no vídeo e também colocando um salto bem próximo do slalom, ela vindo com velocidade e caindo do lado errado ou bem próxima da segunda casa.
É um conceito muito interessante do 2x2, alem de ser ótimo pra ensinar entrada, que você tente o cão à errar para que ele aprenda a maneira correta. Acho que a parte mais fundamental desse método.
O treino de hoje foi super bacana! Resolvi postar algumas fotos aqui.
Léia e Ártemis treinaram slalom. Me enche de orgulho ver as entradas da Ártemis. Ela não tinha problemas não só de perder entradas, mas como de pular casas do slalom, por ser muito louca e rápida. Sugeri pra Thais da gente usar o 2x2 e re-treinar ela. Quanta diferença! Foram talvez 3 meses só treinando entradas dificeis e agora ela é a super star do slalom! Ainda tem mto o que treinar, mas é lindo ver ela pensando e se esforçando pra catar uma entrada dificil como nunca vi fazer antes.
Renê e Ziva (filhota da Ártemis), treinaram apenas uma sequênciazinha básica, bem curtinha. Ziva tá pegando velocidade, deixando o trote de lado e começando, de fato, a correr :)
Até o Uno entrou no treino hoje! Ia treinar outra coisa com ele, mas esqueci de levar as tralhas que ia usar, então acabei treinando o tunel mesmo.
E, pra finalizar, algumas fotinhas do aluno novo, o Qilaq!
Quando vi ele a primeira coisa que pensei foi "Gzuz, não vai caber no túnel!" mas ao final da aula ele já era melhor amigo do tunel! adorou! fizemos apenas um treino bem curtinho com ele, não dava pra abusar do calor né? Espero que voltem :)
Uma coisa muito bacana desse treino, a Thais relatou no blog dela sobre o acidente que teve com a Ártemis a duas semanas. Fico muito feliz de não ter acontecido algo mais grave com essas duas.
Um dos obstáculos que eu mais vejo acidentes em vídeos, como este:
Segundo a dona, o cão ficou bem, não pegou trauma do pneu e tals, mas que na hora dá um frio na barriga, isso dá.
Sempre válido pensar na segurança dos cães, afinal eles fazem agility porque a gente quer. Obvio que a grande maioria se diverte, é uma ótima atividade, mas não é algo natural. Na minha concepção, os benefícios são muito maiores do que os riscos, ainda mais com os devidos cuidados. Vários tipos de pneus desmontáveis já existe em outros paises, como esse, muito interessante por ter imãs, então ele se remonta automaticamente:
Sim sim, O quadrinho acima é um dos diários de Sinfest , de longe uma das minhas séries favoritas ( pau a pau com OotS) e de vez em quando ele faz esses que teoricamente representam ele ( o autor) e seus companheiros cão e gato.
Gostaria de chamar a atenção pro comentário acima do nome do autor, onde diz "I don't know much, but I know I love you".
Eu não sei muita coisa, mas sei que te amo.
Quando comecei esse post, pensei em quão profundo isso é e como escrever sobre isso...
Aí olhei pra Malu e mudei de idéia, pense nisso, olhe pro seu cão (gato, chinchila, hamster, passarinho e etc..) E el@ vai explicar MUITO melhor do que eu ou qualquer um.
Tem uma coisa que sou muito criteriosa nessa minha vida, e é da onde vem meus cães de raça. Aprendi cedo: Se for pra comprar, que compre bem. Se for comprar algo sem procedencia só porque é barato, melhor que adote um vira-lata, pode dar na mesma coisa.
Minha filosofia pessoal é que não compro de criador que faça algo que eu não faria. Foi isso que me fez escolher a procedencia dos meus dois de raça.
Então, as pessoas que reclamam que acham que meus cachorros foram caros: Vá a merda.
E tenho dito.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
"When I look at my dogs I can only see greatness"- Susan Garrett
Recente descoberta, dupla que enche meus olhos com o cão bem treinado e condução bonita.
Lauren e Lyn, como é chamada, ganhara a classe ISTT 16" no AKC national desse ano. Essa classe é feita de pistas estilo europeu, mais travadas e tals, as pistas que somos acostumados. A altura 16" seria o nosso midi.
As vezes ainda comentem erros, mas são uma dupla jovem, tenho certeza que irão amadurecer muito ainda e deixar esse erros para trás. :)
A um ano atras, lendo um post do blog da Susan Garrett, ela comentou sobre uma prova de agility que participou e sobre duas duplas que chamaram sua atenção. A primeira dupla era a Gabrielle e o Zing, dupla que na epoca eu já seguia e conhecia do youtube. A segunda, Tori Self e sua BC Revolution. Logo fui eu no youtube ver se achava algo da dupla, acabei achando seu canal e a sigo desde então.
A Rev, como é carinhosamente chamada pela sua dona, é uma cadela espetacular, super bem treinada e a Tori é meu sonho de consumo em questão de condução, realmente inspirador.
Ano passado a dupla, participando de seu primeiro campeonato nacional, ganharam a classe Steeplechase 22" no Cynosport World Games, ficando na frente de grandes nomes, e, como ela mesma disse em uma entrevista, ídolos, do agility, como Marcus Topps (com o Juice), Nancy Gyes e muitos outros. Detalhe importante: Tori tem apenas 17 anos e a Rev tem apenas 3. Em seu blog se vê constantemente post sobre escola, sobre escolha de faculdade e todas essas coisas. Uma pessoa extremamente humilde e dedicada que com certeza mereceu levar o ouro nessa competição.
"That was just one of many lessons I have learned through my dogs over the years: you never fail until you stop trying." - "Uma das muitas lições que aprendi com meus cachorros durante todos esses anos: você nunca fracassa até que pare te tentar"
"(Marcus Topps… that’s like meeting a rock star or the President)" - "Marcus Topps, foi como conhecer um astro do rock ou o presidente."
"What was really cool to see is that Rev (of course) had no idea she had just won. She just wanted her cookies and to go swim. That’s so humbling. It was such a beautiful reminder that, hey, it was just an agility competition." - "O que foi muito legal foi que a Rev não fazia ideia de que tinha ganho. Ela só queria seus petiscos e ir nadar. Isso é tão humilde. Foi uma linda relembrança que, ei, foi apenas uma competição de agility."
O vídeo de sua vitória, no podium eles tocaram a musica Revolution, dos Beatles, muuuuito bacana :)
(Link direto p/ o vídeo, já que ele ficou cortado aqui, quase non dá pra ver a entrada no segundo slalom, que foi linda)
O que esperar mais de uma dupla tão nova? Creio que muitas outras vitórias virão, mas que ela já é um exemplo, isso é.
Um pequeno vídeo dos dois papillons de uma amiga minha! A conheci nos foruns do Dogster a uns bons anos atrás, ela tinha sua Papillon a Lilly e eu ainda estava no processo de adquirir o Renê.
Nos esbarramos no youtube uns tempos depois e agora ela tem um novo Papillon, o Knight, lindo e todo espoleta!
Adorei a musica e o vídeo como um todo, a Lilly tem melhorado muuuito e o Knight promete! Todos os obstáculos, tirando o tunel, foi ela quem fez :)
Bom, essa foi uma semana de reflexões. Eu sou uma pessoa ansiosa e desde que fiz meus planos para esse ano, planejei com cuidado tudo que iria fazer. Mas essas coisas que planejei são coisas técnicas. Quero falar hoje de outra coisa.
O título do post: o que separa o joio do trigo? Ou, o que separa os praticantes do agility em bem sucedidos ou não?
E tenho pensado muito nisso, primeiro pela cão que vem vindo, segundo pelos meus dois cães que já estou treinando. Renê me surpreendeu TANTO esses últimos meses. Eu tenho que agradecer algumas pessoas que me escutaram em momentos de EXTREMA frustração com ele, muito obrigada a todos! Acho que poucas pessoas teriam investido nele como estou fazendo, afinal, deixar o cachorro viver sua vida de pet e pegar outro é muito mais fácil.
Eu acredito em uma coisa, piamente, sobre o título do blog: Se VOCÊ, que é o dono e vive com o cachorro todo dia, não acredita que seu cachorro pode ser o melhor cachorro do mundo, provavelmente ele não será. Pra mim, Agility é sobre cumplicidade, paixão e sintonia entre cão e dono. Acho fundamental confiar em seu parceiro, assim como tenho certeza absoluta que nossos cães confiam na gente. Nossos cães não ligam se não zeramos a pista e, tirando os casos em que o dono sai bufando, também não se importam de eliminar. Eles querem se divertir e no final das contas é isso que importa.
Um dia desses me falaram que talvez eu não seja a melhor condutora pra Léia, que talvez não fosse justo continuar com ela quando ela talvez fosse bem capaz de ganhar mais com outra pessoa. O que eu pensei, é claro, que qualquer pessoa que conhece bem a Léia sabe que ela prefere estar comigo do que com outra pessoa (A excessão do tairã, pq ela AMA o tairã ^^), e que pra ela as medalhas não importam, as medalhas só importam pra gente, os EZs, os mundiais, o A&C, os Opens europeus, só pra gente.
Na minha sincera opnião, o que eu acho que você precisa fazer para ser o trigo: Acredite em seu cachorro e tenha conciência de que ele é infinitamente paciente com nossos erros. Treine seu cachorro de forma positiva e agradável, lembre-se que agility não é trabalho pro seu cachorro. ESCUTE as pessoas. Eu acredito PIAMEMTE que todo mundo tem algo de importante pra nos ensinar, não importa se é iniciante ou g3. Não seja esnobe, lembre-se da frase: "É o que você aprende depois que você sabe de tudo que realmente conta". Faça de tudo para que seu cão tenha a melhor saúde possível e quando for escolher um filhote, escolha um de pais equilibrados e que tenha uma boa estrutura para o agility. De NADA adiante um cachorro cheio de drive se seu corpo não aguenta seu espírito. Tenha objetivos tangíveis, não fáceis, mas tangíveis a curto prazo. Ao invés de ter o objetivo de terminar em primeiro ou zerar a pista, tenha objetivos como acertar as zonas, entradas de slalom, condução. Quando você tem obejtivo de treinamento claros, os objetivos de resultados vem como consequência. E, mais importante de tudo, divirta-se.
Morro de orgulho dos meus "aluninhos". Coloco entre aspas porque apesar de eu ser a responsável pelos treinos no CTD, não me acho ainda com cacife pra ser treinadora. As coisas que temos tentado para melhorar os cães são ideias que vamos desenvolvendo e testando juntos.
Enfim, um vídeo da Tháis e da Artemis.
A Ártemis é uma ACD que treina a tanto tempo quanto a Léia, mas ficou uns tempos parada por conta de prenhes, abre muito devido a maneira como foi treinada e do penultimo salto para o ultimo, sem ir pro tunel, é uma coisa muito dificil de fazer pra ela. Falei pra thais tentar com pivo que seria mais fácil e ela me disse "Não, vou tentar chamar primeiro." A Tháis esqueceu o percurso uma hora e mandou ela de volta pro tunel, mas foi super tranquila e continou como se nada tivesse acontecido. Vivendo e apredendo :) Eu sou fã da Artemis, só digo isso. Falta uma pitada de controle nela, ela aprender a pensar e não só correr que nem uma doida, mas fora isso, é fantástica.
E, tcharanranran!! Meu baixinho peludinho!!
A Léia, é claro, como uma boa caçula, latindo alucinada perto da camera -.-
Só tenho uma coisa a dizer: Nem eu esperava tanto e tão rápido :)
Vi agora no jornal que será votado na próxima quarta-feira o projeto de lei que proprõe resposabilidade civil e penal a donos de cães em caso de ataques, punindo o dono com prisão que varia de 3 meses até 20 anos. Também nessa lei, há uma lista de raça consideradas perigosas que devem circular em qualquer local público com focinheira. Caso não o façam, o cão é apreendido e o dono deve pagar multa de R$100,00. As raças são: Rottweiler, Fila, Pastor Alemão, Mastim, Dobermann, Pitbull, Schnauzer Gigante, Akita, Boxer, Bullmastiff, Cane Corso, Dogue Argentino, Dogue de Bordeaux, Grande Pirineus, Komondor, Kuvacz e Mastiff. Ainda exige a castração de todos os pit bulls macho para que a raça seja extinta.
Bem, vamos por partes...
Primeiro que um cão só é de raça quando tem um docomento que comprove tal coisa. Ou eja, se tiver um pedigree. Policial nenhum pode olhar para um cão sem pedigree e dizer que é tal raça ou outra. Inclusive, a alguns anos atrás um desses políticos que tentou criar uma lei dessa foi apresentado com várias fotos de cães, para ver se ele conseguia identificar qual era o pit bull, no estilo desse site, e claro que não acertou. Essa informação pode ser verificada aqui.
As pessoas que usam cães para brigas, vão continuar usando cães, vão achar outras alternativas. No caso dessa lei, só cruzar um pit bull com um boxer e pronto. Na minha opnião, todos esses cães deveriam ser microchipado e o dono de um cão que atacou alguem deveria ser proibido de ter outro cão, passar por algum tipo de curso sobre posse resposável ou algo assim.
Sobre a utilização de focinheira, há alguns anos atrás aqui no Parque da Cidade, em Brasília, se fez a exigência de que cães de porte grande, qualquer cão de porte grande, utilizasse focinheira no parque. O que aconteceu foi que os donos pararam de levar seus cães ao parque. Dono consciênte nenhum vai caminhar debaixo do sol escaldante com seu São Bernardo de focinheira, sabendo que os cães transpiram pela boca. Ong's daqui lutam contra essa obrigação pois agora esses cães não tem mais a oportunidade de socialização que tinham antes. Ficam em casa enquanto seus donos vão caminhar no parque.
Treino de quarta. Lembro quando ainda tava nessa fase com a Léia, eram tempos dificeis de correr, chamar, animar e tals. Hoje é tudo muito fácil com ela xD
Destaque para 1:15. Parei por em segundo pra pensar e ele já foi fazendo, todo alegre sozinho. Quando entrou no tunel estava com carinha de "Você não vem?". Pequenos refugos em um dos saltos. Por mais que eu tenha treinado aumentando a altura beeeeeeem devagar (Acredite!), ele as vezes ainda tem receio. Pelo menos estamos chegando em algum lugar \o/
Continuando o post a baixo, essa semana aconteceu um trágico acidente no Sea World. Uma das orcas acabou matando uma das treinadoras mais experientes deles.
Não quero entrar no mérito, como já entraram vários outros textos que li sobre o assunto que isso era esperado ou coisa parecida. É uma coisa trágica para a família da moça.
Lendo comentários, de novo, de pessoas leigas sobre o assunto Treinamento, vejo o quanto imagem negativa se tem do adestramento dado a esses animais. Vale lembra que todo adestramento positivo com uso de marcadores (clicker) nasceu a muito anos atrás quando a Karen Pryor adaptou pesquisas em Behauvorismo para o treino de golfinhos em um parque no Havai. Quem não leu ainda, eu recomendo o "Reaching the animal mind", aonde ela conta toda essa história. Uma das coisas que ela disse não ter feito como sugerido os protocolos de laboratório foi a ideia de que se deveria deixar o animal treinado com uma porcentagem a menos do seu peso ideal, para que ele se interesasse pela recompensa. Ela disse que não fizeram isso pois deixar um golfinho ou uma baleia com peso baixo poderia ser perigoso para sua saúde. Disse também que se os animais que não recebessem a sua quantidade diária nos treinamos, recebia o restante no fim do dia. Os animais não passavam, e nem passam, fome, assim como nosso cães não o fazem mas os comentários de quem não entende ainda são voltados para isso. As pessoas acham que passam fome, que só recebem comida se fizerem "os truques frívolos anti-naturais", que até para receberem cuidados médicos tem que fazer truques (!!!). Sinceramente, a qualidade de vida desses animais seria bem pior sem os truques. Não teriam estimulação mental, não seriam um grande atrativo, parques ganhariam menos dinheiro então não invertiriam tanto em seus taques, cuidados, treinamento, pesquisa e doariam menos para causas ambientais. Eu gosto do Seaworld. Nem todo mundo assiste o Discovery channel e o que eles fazem de atrairem um grande publico, colocando as pessoas em contato com esses animais e sensibilizado-os sobre a necessidade de protegê-los, é bastante válida. Vale lembrar que não se capturam mais Orcas hoje em dia, as baleias são renovadas devido aos nascimentos em cativeiro.
Enfim, um trágico acontecimento que trás a tona todo tipo de concepção que as pessoas tem sobre treinamento positivo. Um risco que, acredito eu, todo que trabalham com esses animais sabe que correm. Afinal, ainda se deve respeitar o fato que são os maiores predadores da Terra.
Abaixo, um vídeo que nos lembra disso: Um pelicano pousa em um dos aquarios do Seaworld e é devorado pelas baleias. Achei fantástico.
Update! Pequeno texto no site da Karen Pryor falando o que eles acham sobre o incidente. Estou grata em saber que minha opnião não é única no mundo :) http://www.clickertraining.com/node/2839
Bom, hoje estava vendo um vídeo de uma adestradora de fora. O vídeo foi postado fora do contexto "adestramento" então todo o tipo de comentário leigo surgiu. Alguns deles falando ou sugurindo que sentiam pena do cachorro, pois ele estava sendo escravizado.
O vídeo em questão
Eu já cansei de ouvir gente falar que NUNCA adestraria seu cachorro, pois é algo que vai contra sua natureza. Geralmente são pessoas leigas em adestramento, mas que gostam de cães. Não quero generalizar e dizer que todos são assim, mas já cansei de ver esse tipo de argumento em foruns de protetores.
E digo aqui, de novo, o que eu respondia a todos eles: Adestramento não é mecanização do seu cão. É uma das melhores coisas que você pode fazer por ele pois você aprende a se comunicar de uma forma clara e objetiva com seu cão. Principalmente no adestramento positivo. Pra essas pessoas, eu recomendaria o "Reaching the animal mind" da Karen Pryor, onde ela fala várias vezes exatamente isso. Os verdadeiros Encatadores de Cães são os treinadores por reforço positivo. Com reforço positivo nossos cães aprendem a se comunicar com a gente. É uma linguagem que pra eles é nata, e depois que nós também aprendemos, o vinculo de comunicação está feito.
Mas a hipocrisia rola solta nesse mundo. As pessoas dizem que ensinar truques é contra a natureza do cão, você está escravizando e blablabla. Aprendam a ler a linguagem corporal dele e tente ver sinais de estresse em um cão treinado com clicker. Não acho que a vida dos escravos era tão boa. E, no final do dia, pergunte pra essa pessoa que que ela faz quando o cão late, rouba comida ou qualquer outra coisa? Possuem a filosofia de que isso é contra a natureza deles, mas também o plano de fundo cultural que temos que mandar, que somo superiores aos cães. Gostam, querem proteger e salvar, mas ficam numa EXTREMA ignorancia quando a estimulação mental e qualidade de vida psicológica de um cão. Só relembrando, falo dos Protetores porque já cansei de discutir isso com alguns, obvio que não tenho a visão pessimista de que todos sejam assim. Donos normais também são igualmente estranhos nesse assunto. Trabalhando adestrando cães dos outros, já vi alguns donos que dizem que ama, chamam o cão de filho, bebê, amor, que seja mas na hora de adestrar eles preferem que você enforque o cão porque "Ah não quero que você treine com comida não, porque quando eu sair pra passear com ele, não vou levar comida e também não quero ficar escravo disso". Não tem a MENOR dor na conciência de ver o cão levando tranco pra aprender a andar junto ou sentar. E diz que ama, dá abraço, aperta...
Ainda no tópico da hipocrisia, saindo do adestramento. Em discurssões sobre criação já cansei de ver gente achando cruel, nazista, o quer que seja, a seleção que os criadores fazem com os cães. Geralmente essas pessoas são cheias de "boas intenções", cruzando sua cadelinha com o cachorro do vizinho para dar um filhotinho aos amigos. "Mas eu não vou vender, eu vou doar. Quem vende cachorro tá vendendo uma vida, é cruel, vil, desumano, venda de cachorro deveria ser proibida". Então aquele criador de vacina, dá ração de boa qualidade, estimula mentalmente os filhotes e faz todo quanto é tipo de teste genetico nos pais é "vil e cruel" enquanto que a pessoa leiga que mal muda a alimentação da mãe durante a gestação, mas não vende os filhotes, é uma pessoa boa? No fim das contas, a moral depende dos olhos de quem vê.
Enfim, voltando ao tema do adestramento, enfatizando de novo: Adestramento, principalmente o positivo, melhora a sua vida com seu cão pois os dois aprende uma linguagem em comum. Você não precisa simular mordidas, colocar seu cão de barriga pra cima ou qualquer dessas coisas estilo "Cesar Millan" para se comunicar com seu cão. Basta entender os conceitos de Reforço positivo e aplicar em seu cão da forma correta. Quando os dois, cão e dono, entendem, a conexão é linda e duas e quatro patas caminham juntos, um ajudando ao outro, na mesma direção, com orelhas em pé e sorriso na cara.
É a data de uma cães e cia que achei hoje, arrumando meu quarto. 11 anos atrás, a Bela tinha apenas dois anos. Acho que foi mais ou menos nessa época que começei a ter o interesse pelo agility. A matéria que encontrei lá:
Clique na imagem para ampliar.
Ali tem um breve relato do Pablo e da Rosana, ambos daqui de Brasília. Bem bacana =P
Ontem fiz um mini treino com a Léia e com o Renê de zona.
Sobre o Renê, fiquei mais de 3 semanas treinando apenas foco e agora sim parece que tá bacana. Tá certo que não tinham as distrações mais preocupantes ontem, mas sábado ele treinou tranquilo com os pastores treinando Schutzhund no outro campo.
Na primeira metade do vídeo do Renê eu estava treinando ele com petisco, depois com o brinquedo. Com o brinquedo ele faz bem mais empolgado, mas eu evito de usar só o brinquedo pois ele já teve hipoglicemia uma vez que fiz isso.
Ao fundo do vídeo, está a Léia latindo e sofrendo na janela. Caçula...
Já a Léia, o que posso dizer... Tá ficando bonito.
Vou continuar esse treino durante a semana. Colocar distrações pra Léia e altura pro Renê =P
Na duas primeira etapas do XIBR a CBA fez uma coisa muito legal no Iniciante e no Grau 1: Somou o resultado das 4 pistas das duas etapas e premiou o melhor cão de cada raça. Mesmo que tivessem apenas 1 ou 2 cães de uma raça, achei isso um incentivo muuuuito bom a variedade de raças no agility! Espero que essa premiação continue e vá para os graus mais altos também. Seria, também, muito legal se tivesse um ranking anual das raças. Creio que nos EUA eles fazem isso e acho uma ótima ideia :))
Melhores da raça - g0
Melhores da raça - g1
Bom, falando um pouco sobre a prova, o calor não contribuiu muito pra ninguem. Tava realmente infernal e fez com que correr 4 pistas em um dia se tornasse bem cansitivo. Mas, como houve o calor, não sei dizer com certeza se sem ele seria cansativo.
Foi bom rever as pessoas, botar o papo em dia, apesar de algumas ausências ):
E foi muito bom, pra mim, ver pistas de g2 e não de open! Parte da minha enrolação em colocar a Léia no g1 é porque tenho medo dela passar pro g2 muito rápido e as pistas de open que eu via na coba CBA, sinceramente, me tiravam o sono xD Agora estou mais tranquila.
Foi um final de semana proveitoso, com direito a 3 medalhinhas e pistas muito gostosas de se fazer. Nada como fazer o primeiro out da sua vida em competição xD (Confesso que tremi nas bases, mas ainda bem que era um out fácil.)
Enfim, o vídeo, com uma música que achei muito legal :))
Me lembrei hoje de um episódio de uma série que gosto muito, Cold Case. Todos os episódios dessa série são, via de regra, bons, mas esse que lembrei tinha uma frase e por ela e por outros motivos ficou bem marcado na minha memória:
"Evil triumphs... When good man do nothing" ("O mal triunfa... quando os bons homens não fazem nada")
Bom, penso muito nisso. Acho que todos deveriamos pensar um dia no que fazemos para evitar o mal, mas deveriamos pensar muito mais no que deixamos de fazer por qualquer motivo que seja.
Quantas mini-battalhas épicas existem no nosso dia-a-dia entre o bem e o mal, dignas de serem cantadas por bardos, batalhas com dragões e feitiços e grandes falas, grande heróis... A mais comum delas é a educação. Compartilhar conhecimento, tirar 5 minutos do dia pra explicar algo a alguem. Como o mundo não seria melhor se todos o fizessem quando tivessem a chance.
Enfim! recomendo Cold Case e quem quiser ver o episódio que estou falando, é só baixar aqui :))
Bom, o segundo post dessa série é sobre 3 cães: Q, Zing e a Quiz.
Mas eu vou falar pouco sobre os cães, por que os vídeos são auto-explicativos. Eu quero falar sobre a dona deles, Gabrielle Blackburn. Uma pessoa que tem 3 cães fantásticos, um atrás do outro, não pode ter seus méritos tirado com a desculpa que foi sorte. Isso é uma boa adestradora e condutora.
O primeiro vídeo que vi da Gabrielle foi um vídeo dos erros de seu Sheltie, o Q.
O mais interessante desse cachorro, a um ano atras a Susan Garrett fez um post no blog dela com a pergunta "O que você acha que separa você como um competitor no agility dos melhores competidores do mundo?" e a Gabrielle postou a sua história com o Q e eu logo reconheci quem era. Se você não leu esse post e os dois seguintes a esse, recomendo, muito bom para ter um pouco de inspiração.
E esse foi o cometário da Gabrielle: (Desculpem qualquer erro de tradução xD)
"Muitos dos competidores top de linha são atléticos, confidentes e experientes. eu sou uma competidora jovem e não-atlética, mas eu não permito que isso me defina. Mesmo que meus objetivos não incluam ganhar uma competição nacional ou internacional, eu estou constantemente tentado me superar e nunca desistir. Eu aprendi isso com meu melhor amigo, o Q.
Eu fui contaminada pelo virus do agility quando minha professora da 6a. série trouxe seu futuro cão de agility, um Border Collie, Rocket, para a escola. Eu queria ter meu prório BC mas meus pais não queriam um cachorro grande e com fama de hiper ativo. Depois de treinar por mais de um ano um Sheltie de um criador que mora me minha área, meus pais acreditaram que isso não era só uma fase. No dia 13 de Abril de 2004, eu finalmente consegui o que eu queria depois de 4 anos de obsessão: um filhote de Sheltie de 16 semanas. Outros treinadores haviam olhado essa ninhada, mas o filhote marrom sem graça não era o que eles queriam. Enquanto todos os outros filhote comprimetavam com felicidade seus possíveis novos donos, ele era muito orgulhoso para procurar por uma nova casa. Ele estava esperando por mim.
Eu tinha expectativas altas de uma carreira de sucesso no agility e, na esperança de isso fosse se tornar uma auto-profecia, dei o nome dele de Q ( o "Q" no EUA é o equivalemte ao nosso EZ ). Eu estava completamente apaixonada pelo meu filhote. Estava constantemente com ele no colo e passava todo meu tempo livre com ele. Meus pais até brincavam que ele não ia desenvolver nenhum musculo se eu não o deixasse andar. Depois de apenas 3 dias, eu o levei a uma prova de agility perto de casa. Quando chegamos, eu cuidadosamente coloquei ele fora do carro, mas, quando fechei a porta, ele tentou pular para dentro de volta. A porta acertou seu pescoço e ele ficou paralizado. Ficou deitado no cão sem se mexer enquanto eu gritava por minha mãe. Enquanto um amigo nos levava ao veterinário, eu segurava seu corpinho rigido e sentia seu coração disparado. Depois de 24 horas não houve resposta e ele foi transferido. Nosso veterinário explicou que não havia esperança: que Q deveria ser eutanaziado. Ele recomendou que comprassemos um novo cachorro, mas não estavamos pronto pra isso (Muito menos o Q estava!). Bem lentamente, Q começou a melhorar. Quando ele saiu do estado crítico, eles só tinha que ficar na clínica durante o dia. Como eles estava cego dos dois olhos e paralizado, ele não comia sozinho, então ainda precisava ser alimentado via intravenosa. Eu pasei a não me preocupar tanto com o agility e estava feliz porque ele ia sobreviver. Depois de muitas semana, ele começou a mexer a cabeça e eu tinha que ficar acordada a noite para manter sua cabeça parada. Ainda me lembro da noite que ele tentou se levantar pela primera vez: Ele parecia um potro recem nascido tentando se equilibrar. Quando ele começou a andar, ele ainda não conseguia apoiar a cabeça devidamente, então não conseguia virar sem cair. Meu pequeno lutador ainda tinha o desejo de viver, contrariando os veterinários! Como ele não conseguia comer durante esse período, ele não cresceu. Ele pesava 3.5kgs quando chegou em casa e ainda pesava o mesmo muitos meses depois.
Nós acabamos de comemorar o quarto aniversário do Q e eu sou muito grata por todo treino e toda competição que posso compartilhar com ele. Dois anos atrás, fui abençoada com meu lindo BC, Zing, e, inesperadamente, eu agora tenho uma outra jovem BC, a Quiz. Mesmo todos meus cachorros sendo especiais, foi o Q que me deu o exemplo de nunca desistir e me ensinou como desejar e tentar mesmo quando eu estou competindo contra os melhores. Ele me faz tentar diminuir a distância entre ser uma competidora local e uma competidora nacional."
Aqui está um outro vídeo do Q:
Alem do Q, a Gabrielle tem outros dois cães. O Zing, que é um dos cachorros que tem o 2on2off mais "ideal" que já vi. (Sem contar que ele é um pouco maluco e em alguns vídeos você consegue ver uma das maluquisses dele: Mania de morder a gangora xD)
E o Zing só não é a definição de intensidade porque existe a Quiz, que é espetacular! Ainda um bebê, mas tem as zonas corridas mais lindas que já vi!
No blog da Gabrielle, as vezes ela coloca post sobre o nove BC dela, o Now, filhote do Zing. Vamos ver que coisas boas ela vai conseguir fazer com esse cachorro :))
Bom, deixo hoje um pequeno texto em homenagem ao Chester. Estamos todos abalados com a sua perca mas tenho certeza que ele stá em paz e feliz pela vida que teve.
Posso dizer que grande parte do meu conhecimento e admiração pelo agility aumentou via youtube. Antes de saber que o pessoal aqui do Brasil também filmava suas pistas e tinham blogs, orkut e etc, eu acompanhava alguns cães que me enchiam os olhos no youtube, a maioria deles dos Estados Unidos. O primeiro cão que acompanhei foi a Dazzle. A Dazzle me admirava com a distância que ela fazia tudo. Algumas vezes a dona dela simplesmente ficava parada no meio da pista. E ela fazia tudo certo e com velocidade. Teve uma epoca que a condutora dela machucou o joelho, e tem vários vídeos dela conduzindo a Dazzle numa cadeira eletrônica. Nesse vídeo, ela ainda está limitada de correr.
Alem do Agility, a dona dela ainda treina truques, se não engano para a Dazzle poder aparecer em filmes e propagandas, creio que em uma ela já apareceu :)
Hoje em dia, tenho visto poucos vídeos da Dazzle. Mas sempre fico na esperança, depois de cada final de semana, de ver mais alguma pista dela :)
Um pouco atrasado, mas começei a mentalizar os objetivos desse ano apenas essa semana.
Resolvi deixar, ainda, a Léia no iniciante. Com isso, tenho mais tempo para trabalhar as muitas coisas que nos faltam como dupla. Na copa CBA, estaremos no grau 1. Até lá, para a Léia, quero terminar de re-treinar seu 2on2off e seu slalon. Para mim, conseguir um pouco mais de condicionamento físico para não fazer feio xD
Tenho mais objetivos pro Renê esse primeiro semestre. Quero que ele tenha foco em mim e quero terminar de treina-lo. Quero que ele goste de trabalhar comigo, assim como a Léia o faz. Quem sabe estreiar ele no final do brasileiro ou na copa CBA. Essas coisas com ele já comecei a treinar, e tenho visto progresso.
Então, parece simples de mais? Zona, Slalon, condicionamento físico e foco?
Sem muitas dificuldades, teve uma hora que esqueci o percurso e fiz ela derrubar uma barra e refugar o túnel. De uma forma geral, chamando ela, ela ia do #5 e #11 pro tunel sem problemas. Apenas uma vez que não chamei e ela, como uma boa menina, fez o salto fora do percurso.
Amanhã vou levar os cães para nadar no lago, provavelmente não levarei o Renê já que ele fica todo sujo e estrupiado, mas vou levar a Léia e a Bela =P
A psita de hoje foi essa: As partes mais chatas foram #1-#2, #4-#5 e #11-#12.
Ao final do treino, começou a chover então só pude filmar até a penúltima passada, se não minha camera ia tomar um banho. Ainda fizemos mais uma, limpa, na chuva mesmo. Depois, a Léia ficou rolando na grama e correndo que nem uma louca enquanto eu estava desmontando tudo. Fazia tempo que não tomava banho de chuva, foi até bom =P
Vendo o vídeo percebi pq estava com tanta dificuldade do #1-#2 e do #4-#5, tava fazendo tudo errado ¬¬
Os dois pontos fundamentais foram o que fazer do #10 pro #11 e do #11 pro #12.
Os saltos #6 e o #10 cairam inumeras vezes, até que resolvi recompensar ela de 3 em 3 obstáculos. Outra coisa que aconteceu muito foi uma falta de comunicação quando tentei fazer rear cross no salto #12, o que fazia com que ela desse aquela voltinha após ele. Peguei esse pedaço e treinei só ele um pouco e também resolveu.
Enfim, foi bacana, mas estou cansada. Acordei um pouco tarde e pra não perder o horário de sol bom, fui logo treinar ela, nem tomei café da manhã.
Pra matar a saudades, fiz um exercício que vi no Agility Nerd, fiz só uma das pistas pra não forçar muito a Léia, já que ficou 2 semanas parada por conta do fim de ano.
Aqui está a que eu fiz: Não dá pra ver os saltos mais do canto no vídeo.
Enfim, nas primeiras passadas a Léia derrubou a vara do salto #4 e eu nem vi, só quando voltei pra ele na sequência. Na segunda passada, me posicionei um pooouquinho pro lado errado e ela, como uma boa cã, foi exatamente aonde ela achou que deveria ir. Vivendo e aprendendo. Na quarta passada ela derrubou novamente a maldita vara mas dessa vez eu vi, parei ela, e refiz a sequência 2-3-4, recompensando logo após o salto pela vara não caida. Na sexta passada, me embananei no salto #10, tinha planejado pivô e fiz cruzada por trás, minha hesitação fez ela derrubar a barra. Logo após isso, eu errei a sequência, fiz um pivô logo após o tunel #8 e mandei ela pro obstáculo errado =x Depois disso, mais umas duas passadas limpas e terminamos. Foi bem light e bem divertido, tentei variar entre pivôs e cruzadas por trás. Depois de tanto treinar esse Rear Cross, valeu a pena, ela os faz tão curta como se tivesse fazendo pivô.
Ia fazer uma retospectiva de 2009, mas, sinceramente, tudo que tenho a dizer é que foi um ano maravilhoso, tanto do lado dos cachorros, quanto do lado pessoal e se 2010 for só metade do que 2009 foi já estarei feliz :)
Agora um assunto não tão bom, mais um cão que fugiu, desda vez em SP. Coldie, um border collie, fugiu dia 31 na região da lapa ( rua brigadeiro gavião peixoto). Qualquer informação ligar para 7669-4134 e falar com o Fábio.
Ok, ok, dei uma pausa nos estudos hj pra explorar a cozinha e ler mais um capítulo do "Reaching the animal mind". Em uma parte do livro ela fala um pouco sobre a diferença entre comandos e "cues". Não me lembro de existir uma tradução pra cue no jargão do adestrador brasileiro, lembro apenas de comandos. Chamarei de sinal. Ela fala um pouco sobre a diferença entre os dois e por que ela não chama os seus sinais nos treinamentos de comandos, pois comando traz aquela noção de ordem, de impossição, enquanto que o sinal seria apenas uma sugestão. O animal não é obrigado a fazer o que deveria fazer ao receber o sinal, mas não o fazendo ele perde a chance de ser recompensado.
Pois bem. Esses dias estava conversando com alguem sobre o 2on2off da Léia, de por que eu estou re-treinando ele de uma forma diferente. Depois que li essa parte do livro me dei conta do que realmente me incomodava no comportamento antigo: Era um comando, não um sinal. Em provas vejo mtas pessoas dizendo "cobra" em relação as zonas, e isso é uma coisa que não quero pra mim, ter que estar lá do lado do cachorro dizendo "ZONA! ZOOONAA!", já de corpo abaixado e postura tensa. São duas coisas que me incomodam nesse tipo de comportamento: a velocidade do cachorro diminui mto e o acerto da zona fica mto dependente de mim. Francamente, eu sou lerda, descoordenada e estou fora de forma. Pra que vou deixar algo tão essencial para um EZ dependente tão fortemente de mim?
Vivendo no mundo em que vivo, as vezes escutos coisas que estralam na cabeça.
Um dia conversando com um amigo, um adestrador, sobre um outro adestrador. Esse segundo cara tem um Pit Bull treinado que sabe vários truques, uma graça. Enfim, conversando com ele, ele me solta: "Ele é um bom adestrador. Problema foi que ele pegou um cachorro capacidade de 2gb e quis colocar 4gb, 8gb, nele." olhou pra mim e completou: "Num é não? Pitbull você ensina, senta, deita, junto, fica e olhe lá."
Bom, preciso nem dizer que não concordo. Alias, o cachorro está lá para provar o meu não concordo. Ele pode até errar em alguns truques, mas observando o dono dele é fácil saber porque. Falta reforço na hora certa. A velha história: Seu cão é um reflexo de sua habilidade como adestrador. Dizer que é culpa da raça é pensamento simplista.
Eu ainda acredito que mais que raça, mais que linhagem, mais do que qualquer outra coisa, o treinamento é a parte mais importante na capacidade de um cão aprender.
Quem tem capacidade limitada são os adestradores que pensam que raça em limite, que nem HD de computador. Por favor neh...